Lava Jato rastreia origem de dinheiro do ‘bunker de Geddel’

Investigadores da Lava Jato suspeitam que os R$ 51 milhões encontrados em um apartamento em Salvador e atribuídos a Geddel Vieira Lima tenham vindo de quatro fontes. Segundo o G1, o ex-ministro nunca esclareceu de onde saiu tanto recurso. Investigadores dizem que há claros indícios do crime de lavagem de dinheiro.

A fortuna teria sido montada a partir de repasses do doleiro Lúcio Funaro, da Odebrecht, de desvios políticos do PMDB e do salário do ex-assessor Job Ribeiro Brandão.

Funaro, operador de propinas do PMDB, em sua delação premiada, confirmou ter repassado R$ 20 milhões somente a Geddel Vieira Lima.

Funaro já confirmou à Polícia Federal que levava malas de dinheiro ao ex-ministro e que entregou pessoalmente, nas mãos de Geddel, no hangar da Aerostar, no aeroporto de Salvador, como o Jornal Nacional revelou em julho.

Os investigadores suspeitam que o ex-ministro recebeu dinheiro de peemedebistas investigados no inquérito conhecido como quadrilhão, em que Geddel é investigado junto com o presidente Michel Temer e outros integrantes do PMDB. O grupo é tratado pela PF como uma organização criminosa que atuava para desviar dinheiro publico.

Job Ribeiro, ex-assessor do deputado Lúcio Vieira Lima, afirmou que pegou dinheiro vivo na construtora Odebrecht .

O ex-auxiliar do irmão de Geddel também afirmou ter ido a mando do ex-ministro e de Lúcio umas cinco ou seis vezes pegar dinheiro com uma pessoa chamada Lúcia.

Investigadores confirmaram que se trata de Maria Lúcia Tavares, secretária da Odebrecht, que, em fevereiro deste ano, revelou a existência de um departamento de propina dentro da construtora.

Job Ribeiro afirmou no mesmo depoimento que repassava 80% de seu salário pago pela Câmara, R$ 8 mil por mês, para a família Vieira Lima e que o motorista e uma secretária do deputado também devolviam parte de suas remunerações. Segundo Job, os recursos eram sacados e ficavam guardados na casa da mãe de Geddel, que armazenava dinheiro no closet.

A casa de Marluce Vieira funcionava como um escritório onde o dinheiro ficava guardado e era repassado a pessoas que iam lá receber pagamentos.

Fonte: Bahia.ba

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