MPF recomenda que Inema não conceda licença para construção de nova pista no aeroporto

O Ministério Público Federal na Bahia (MPF-BA) recomendou ao Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) que não conceda licença ambiental para a construção de uma segunda pista de pouso e decolagem no aeroporto de Salvador, com o argumento de que as intervenções afetariam “gravemente” a área de preservação das lagoas e dunas do Abaeté.

Conforme o contrato de concessão, a Vinci Airports deve construir nova pista, paralela à existente, quando o aeroporto atingir 130 mil movimentos anuais ou até 31 de dezembro de 2021.

Por meio de nota, a concessionária destacou que a implantação de uma nova pista não é uma prioridade da empresa no curto prazo, “por não fazer parte da atual fase de obras”.

“A Concessionária do Aeroporto Salvador Bahia está comprometida em respeitar os mais altos padrões ambientais, incluindo as devidas aprovações com os órgãos competentes e a implementação de uma avaliação completa de biodiversidade até 2020”, informou a Vinci Airports.

De acordo com o MPF, os impactos ambientais causados pela ampliação do aeroporto comprometerão entre 70% a 80% de duas unidades de conservação da natureza – uma estadual, a Área de Preservação Ambiental Lagoas e Dunas do Abaeté (APA das Lagoas e Dunas do Abaeté), e outra municipal, o Parque Metropolitano e Ambiental Lagoas e Dunas do Abaeté – Parque das Dunas.

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