‘Maior desafio da nossa geração’, diz Bolsonaro sobre coronavírus

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) voltou a defender que os “efeitos do coronavírus não podem ser piores que a doença” – ao relacionar a pandemia e mortes causadas pela Covid-19 à crise na economia do país.

Em novo pronunciamento oficial para rádio e TV, na noite desta terça-feira (30), Jair usou as palavras do diretor-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus – que defende o auxílio financeiro do governo aos mais necessitados -, para afirmar que “todo indivíduo importa”.

“Temos uma missão: salvar vidas sem deixar para trás os empregos. Desde o início, temos trabalhado em todas as frentes. O Brasil avançou muito nesses 15 meses. É o maior desafio da nossa geração e eu me coloco no lugar das pessoas e entendo suas angústias, mas as medidas protetivas devem ser executadas de forma racional”, afirmou Bolsonaro.

Bolsonaro comentou ainda que determinou ao ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, que “esforços não sejam poupados”. Embora reconheça a importância do enfrentamento à doença – à qual já tratou como uma “gripezinha” -, o presidente não defendeu às claras o isolamento social. Jair não voltou a se posicionar de encontro às orientações da OMS, mas disse que “é preciso pensar em quem trabalha na rua”.

“O que será do vendedor, do ambulante, do vendedor de churrasquinho, das diaristas?”, diz, ao citar a aprovação do auxílio emergencial mensal. “Temos que combater o desemprego. Vamos cumprir essa missão. O vírus é uma realidade, ainda não existe vacina ou remédio cientificamente comprovado. Ele [o vírus] veio, e um dia e irá embora”.

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