Brasil: Com 302 votos, Arthur Lira é presidente da Câmara

Na segunda-feira (1), Com 302 votos, o deputado Arthur Lira (PP-AL) foi eleito, em primeiro turno, presidente da Câmara dos Deputados para o biênio 2021-2022.

Segundo colocado, o deputado Baleia Rossi (MDB-SP) recebeu 145 votos.

Lira decidiu fazer a leitura de seu discurso de posse de pé já para demonstrar, segundo ele, a igualdade com que pretende se colocar frente aos outros 512 deputados.

O deputado pediu um minuto de silêncio pelas mais de 220 mil vidas perdidas na pandemia de Covid-19 e disse que já vai começar a trabalhar por uma pauta emergencial de combate aos efeitos da pandemia.

“Temos uma grande chance juntos, todos, de todas as tendências, acima das diferenças, de estabelecermos o que chamo de pauta emergencial e mostrarmos que as instituições políticas, o Estado, o povo abandonado no momento de sua maior vulnerabilidade, tenho certeza que essa Casa encontrará pontos mínimos comuns para juntamente com os demais poderes ajudar o povo brasileiro a enfrentar os traumas e as dores da pandemia”.

O presidente defendeu que os poderes da República atuem de forma harmônica, mas sem abrir mão de sua independência. Já no discurso antes da votação, Arthur Lira defendeu a atuação mais coletiva dos deputados.

“Por favor, olhem para a cadeira da Presidência. Por acaso ali há um trono? Tudo nesta Casa, como se vê, tem a marca do coletivo. O indivíduo não existe em relação à instituição, em respeito à colegialidade, que é a marca desta Casa, em respeito às dezenas de milhões de votos que vossas excelências representam. Por isso temos que dar voz a todas as deputadas e a todos os deputados. Por isso temos que retirar o superpoder da Presidência, como foi nos últimos anos, e devolvê-lo para o seu único e legítimo dono: o Plenário da Câmara dos Deputados. (Manifestação no plenário.)”

Segundo colocado, o deputado Baleia Rossi havia defendido uma Câmara independente, assim como em três aprovações de 2020 citadas por ele: a emenda constitucional do Orçamento de Guerra (EC 106), a emenda do Fundeb (EC 108), e o auxílio emergencial de R$ 600. Rossi também citou a união de partidos de distintas ideologias em torno de sua candidatura.

“Por que a Câmara independente assusta tanto? Nós unimos partidos que são diferentes, que têm ideologias diferentes, partidos que pensam economia, que pensam a sociedade de forma diferente. Mas a diferença nos fortaleceu, porque nós não podemos abrir mão da defesa da nossa democracia! (palmas.)”

Com 21 votos, o deputado Fábio Ramalho (MDB-MG) ficou em terceiro lugar e, com 16, a deputada Luiza Erundina (Psol-SP) ficou na quarta colocação. Ramalho defendeu o fim da divisão dos deputados entre alto e baixo clero, e Erundina reafirmou, como principal compromisso, a abertura de processo de impeachment contra o presidente Jair Bolsonaro, caso fosse eleita.

Em seguida, Marcel Van Hattem (Novo-RS) recebeu 13 votos, André Janones (Avante-MG) teve 3 votos, Kim Kataguiri (DEM-SP) obteve 2 votos e General Peternelli (PSL-SP) ficou com 1 voto. Também foram registrados 2 votos em branco.

Da Rádio Câmara, de Brasília, Paula Bittar.

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