Camaçari: Câmara presta homenagem aos professores do Município em Sessão Especial

No Brasil, o Dia dos Professores é comemorado em 15 de outubro, desde  o ano de 1963, em referência à data em que D. Pedro I emitiu uma lei sobre o Ensino Elementar para o país, ainda em 1827. Comemorando a passagem deste marco histórico, a Câmara Municipal de Camaçari realizou na tarde de quinta-feira (14/10) uma Sessão Especial em homenagem aos professores.

A sessão foi solicitada pelo vereador Gilvan Souza (PSDB) e contou com a presença das vereadoras Professora Angélica (PP) e Fafá de Senhorinho (DEM), e dos vereadores Jamesson (PSL), Ivandel Pires (Cidadania), Dilson Magalhães Jr. (PSDB), Tagner (PT), Dentinho (PT) e Vavau (PSB). O vereador proponente abriu a sessão com um discurso de reconhecimento aos profissionais, destacando a grandiosidade da missão de ensinar e agradecendo toda a dedicação dos profissionais que não medem esforços para garantir o acesso ao aprendizado.

O diretor da Escola Municipal Darci Ribeiro, Manoel Palma Vidal, falou sobre a reinvenção das escolas nesse período da pandemia, quando os professores viraram estudantes para aprender as novas ferramentas de comunicação, e descreveu algumas das atividades que eles utilizam para educar seus estudantes de forma lúdica.  

O cuidador educacional da Educação Inclusiva, Francisco Javier, falou sobre a importância da criação de pontes para o conhecimento, especialmente em relação às pessoas com algum tipo de deficiência. Javier contou sobre os desafios da equipe que trabalha na busca por uma inclusão educacional para os jovens. “As escolas hoje precisam ser inclusivas, para que olhem para aquele aluno e vejam todo o potencial dele, antes de focarem apenas na deficiência”, defendeu.

Por sua vez, o professor de Educação Tecnológica, Alberto Leandro Pereira, falou sobre o acesso à tecnologia por parte dos estudantes, dividindo o assunto em tópicos: Dinâmicas, Problematização e debates, atividades e avaliações, e projetos. O professor descreveu suas metodologias com os estudantes, utilizando técnicas para deixá-los falar sobre como querem estudar. Em seguida abordou assuntos referentes à cidadania plena e ao reconhecimento da própria realidade social, para o estudante se localizar enquanto indivíduo e cidadão.

Também presente na sessão, a secretária de Educação do município, Neurilene Martins, aproveitou a oportunidade para defender o retorno às aulas presenciais na rede municipal de ensino. “Temos profissionais competentes e comprometidos e a volta às aulas, com o cumprimento de todos os protocolos sanitários, será positiva para nossos alunos e professores”, ressaltou.

Após a fala da secretária, o vereador Gilvan abriu os microfones para o subsecretário Adalto Santos iniciar a entrega das placas de homenagem aos professores escolhidos para representar categorias da educação. Ao todo, a Casa entregou homenagens para onze pessoas, entre educadoras e educadores. Foram elas: vereadora e professora Angélica Bitencourt; professora Márcia Novaes, do Sindicato dos Professores; professora Gisele Pereira dos S. Valadares, pela Educação Infantil; professora Isabel Maria Ramos, do Ensino Fundamental (anos iniciais); e Márcia Santos Oliveira, dos anos finais do Ensino Fundamental; professor Alberto Chaves, pela Educação Tecnológica; professora Bárbara Cilene, da Educação de Jovens e Adultos; Francisco Javier, pela Educação Inclusiva; Adriane Marcele, pelas instituições privadas de ensino; Kleide Raimunda, pela Educação Especial, incluindo a comunidade surda; e Edicleia Pereira Dias, a Educadora Social responsável pelo projeto do Banco de Absorventes contra a Precariedade Menstrual, que inspirou o Programa de Proteção e Promoção da Saúde Menstrual (Lei 14.214/21).

Em sua fala, a professora Edicleia Dias explicou, bastante emocionada, como nasceu o projeto do banco de absorventes e o acompanhamento que fez com as estudantes da escola Cosme de Farias ao perceber que muitas faltavam durante uma semana seguida, todos os meses, por conta de não terem condições de comprar o absorvente íntimo. “Uma criança se submete a situações insalubres, porque o seu ciclo menstrual é considerado por muitos socialmente inadequado. Muitos acham adequado silenciar a carência de itens básicos, como é o caso do absorvente”, mencionou.  

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