
A Lavagem do Bonfim é uma das maiores manifestações religiosas e culturais da Bahia, reunindo milhares de fiéis e turistas todos os anos em Salvador. Apesar da grandiosidade e da forte ligação com a identidade baiana, a celebração não está no calendário oficial de feriados da capital, e muita gente ainda acredita que seja.
Por que a Lavagem do Bonfim não é feriado?
A resposta está na Lei Federal nº 9.093/1995, que limita cada município brasileiro a instituir apenas quatro feriados religiosos. Em Salvador, esse número já foi atingido com datas tradicionais da Igreja Católica:
Com esse limite, outras festas religiosas de grande relevância, como a Lavagem do Bonfim e a Festa de Iemanjá, não podem ser oficializadas como feriado municipal.
Como acontece a Lavagem do Bonfim?
O evento ocorre sempre na segunda quinta-feira após o Dia de Reis (6 de janeiro), tornando-se uma data móvel. A programação começa no bairro do Comércio, em frente à Igreja da Conceição da Praia, com um Culto Ecumênico. Em seguida, fiéis, baianas e turistas percorrem cerca de 8 km até a Basílica do Senhor do Bonfim, acompanhados por cortejos e grupos culturais.
Na chegada à Colina Sagrada, acontece o momento mais simbólico: a tradicional lavagem das escadarias da igreja pelas baianas. Também é costume amarrar fitinhas no gradil do templo e fazer pedidos. Ao final, muitos grupos seguem para festas na Baía de Todos-os-Santos, em barcos e escunas.
A programação religiosa continua até o dia 18 de janeiro, quando ocorre o encerramento oficial na Basílica do Bonfim.
Festa de Iemanjá: outro símbolo sem feriado
Assim como a Lavagem do Bonfim, a Festa de Iemanjá, celebrada em 2 de fevereiro, também não é feriado municipal. Ambas são reconhecidas como patrimônios culturais e símbolos da fé e da tradição baiana, mas permanecem fora do calendário oficial.
Impacto na rotina da cidade
Mesmo sem status de feriado, essas celebrações transformam Salvador. O grande fluxo de pessoas provoca mudanças no trânsito, no transporte público e no funcionamento do comércio. Em regiões como a Cidade Baixa e o Rio Vermelho, empresas e órgãos públicos costumam adotar ponto facultativo ou horários reduzidos, mas a decisão não é obrigatória e varia conforme a localização.

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