
Com a chegada das altas temperaturas, cresce o consumo de alimentos e bebidas nas praias brasileiras. Mas junto com o lazer, aumenta também o risco de intoxicação alimentar e desidratação. Especialistas alertam que o calor acelera a proliferação de bactérias e a deterioração dos alimentos, tornando essencial o cuidado na hora de escolher o que consumir.
Alimentos de risco e cuidados necessários
Segundo a nutricionista Lidiane Oliveira, os maiores perigos estão em alimentos de procedência desconhecida ou manipulados sem higiene adequada.
“Devemos evitar alimentos mal embalados ou mal acondicionados pelo risco de contaminação”, explica.
Ela reforça que pratos pesados, ricos em gorduras, sal e condimentos, podem causar desconforto digestivo e aumentar a desidratação. Até mesmo as frutas exigem atenção: as mais ácidas podem provocar queimaduras e manchas na pele quando consumidas em excesso sob o sol.
Bebidas e calor: combinação perigosa
Outro alerta é para o consumo exagerado de bebidas alcoólicas. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o abuso pode desidratar o organismo e sobrecarregar o fígado, intensificando os efeitos do calor.
Casos de intoxicação alimentar no Brasil
Dados do Ministério da Saúde mostram que, entre janeiro e agosto do último ano, foram registrados cerca de 64 mil atendimentos hospitalares por intoxicação alimentar. Embora 45% dos casos ocorram em residências, os episódios em ambientes públicos, como praias, são mais graves pela dificuldade de rastrear a origem dos alimentos.
O que dizem banhistas e vendedores
Na praia do Porto da Barra, em Salvador, turistas e barraqueiros comentam sobre os cuidados.
Apesar dos cuidados, alguns consumidores permanecem cautelosos. O turista mineiro Victor Ribeiro, 34, admite: “Confesso que olho muito o asseio antes de comprar. A confiança depende do produto”.
Dicas práticas para evitar intoxicação alimentar na praia
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