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Sérgio Nahas: empresário condenado por matar a esposa é preso

O empresário Sérgio Nahas, condenado pelo assassinato da estilista Fernanda Orfali em 2002, foi preso em Praia do Forte, no litoral da Bahia, mais de duas décadas após o crime. A captura ocorreu graças ao sistema de reconhecimento facial, que identificou o condenado em um dos destinos turísticos mais movimentados da região.

Prisão após mais de duas décadas

Nahas foi localizado em um condomínio de luxo e não ofereceu resistência durante a abordagem da Polícia Militar. Com ele, foram apreendidos um carro da marca Audi, três celulares e pinos de cocaína. Após a prisão, o empresário foi encaminhado à Delegacia Territorial, conduzido à Polinter e submetido a audiência de custódia. A Justiça determinou que ele cumpra a pena no sistema prisional de São Paulo.

A ordem de prisão foi expedida após o Supremo Tribunal Federal (STF) confirmar, em junho de 2025, a condenação definitiva. Com o esgotamento dos recursos, a pena de 8 anos e 2 meses em regime fechado passou a ser obrigatoriamente cumprida.

O crime em Higienópolis

Fernanda Orfali tinha 28 anos e estava casada havia apenas seis meses quando foi morta no apartamento do casal, em Higienópolis, bairro nobre de São Paulo. A estilista foi atingida por um disparo que atravessou a região próxima à coluna e alcançou o coração.

Segundo o Ministério Público, Fernanda havia descoberto que o marido mantinha relações extraconjugais, participava de orgias e fazia uso de cocaína. Durante uma discussão, ela tentou se proteger trancando-se no closet, mas Nahas arrombou a porta e efetuou dois disparos.

A tese de suicídio rejeitada pela perícia

Desde o início, Sérgio Nahas negou o crime e sustentou que a esposa teria cometido suicídio. A defesa apresentou diários da vítima como indício de depressão. No entanto, laudos da Polícia Técnico-Científica descartaram essa versão, já que não foram encontrados resíduos de pólvora nas mãos de Fernanda. Além disso, vestígios foram identificados em uma camisa de Nahas escondida no apartamento, reforçando a acusação de homicídio.

No dia do crime, Fernanda chegou a pedir ajuda ao irmão por telefone, mas foi encontrada já sem vida. A família sempre contestou a tese de suicídio e lutou por justiça durante mais de duas décadas. “Foi uma luta muito dolorosa porque o culpado demorou 23 anos para pagar, e com uma pena ridícula. Essa é uma cicatriz eterna”, declarou Júlio Orfali, irmão da vítima.

O julgamento de Nahas ocorreu apenas em 2018, 16 anos após o crime. Ele foi condenado por homicídio simples a sete anos de prisão em regime semiaberto. O Ministério Público recorreu e a pena foi aumentada para 8 anos e 2 meses em regime fechado, decisão mantida pelo STJ e pelo STF.

Antes da condenação definitiva, o empresário chegou a ser preso por porte ilegal de armas e por suspeita de fuga para a Suíça, mas obteve habeas corpus e voltou a responder em liberdade.

O que diz a defesa

A advogada de Nahas afirmou que o empresário vivia na Bahia desde 2025 e que não tinha intenção de permanecer foragido. Ela destacou que o cliente é idoso e enfrenta problemas de saúde, preferindo não comentar sobre os entorpecentes apreendidos no momento da prisão.

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