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"Outrora" estreia no Forte do Barbalho e discute temas

Nas quartas o espetáculo é gratuito para pessoas surdas, com tradução em Libras

Um homem espera, na estação, o trem que partirá de sua pequena cidade. Enquanto aguarda, ele revela que é o único e último habitante do local e, a partir daí, o personagem conta as suas memórias do pequeno vilarejo. Esse é o cenário e o enredo da peça “Outrora”, que estreia temporada nesta quarta-feira (05), às 20h, no Galpão Wilson Melo (Forte do Barbalho), e segue até 21 de março. Às quartas as sessões são gratuitas para pessoas surdas, com tradução em Libras. De quinta a sábado os ingressos custam R$20/R$40, disponíveis no https://linktr.ee/outroraesp. “Outrora” tem atuação de Antonio Fábio, autoria de Maurício Witzak e direção de Fernanda Paquelet.

A dramaturgia propõe, segundo o ator, uma profunda reflexão sobre a perda da criança que nos habita, o peso do passar do tempo, o envelhecimento do corpo, se contrapondo à nossa alma ancorada em recordações da infância e juventude. E fala também sobre nossas relações afetivas e a aceitação da morte: “O espetáculo é uma viagem sobre a infância, sobre o amor e do longo caminho de aceitação da nossa efemeridade. Outrora é um advérbio que significa ‘antigamente’ ou ‘em outros tempos’, e é usado para fazer referência a algum acontecimento que teve lugar no passado”, explica Antonio Fábio. O espetáculo fornece uma atmosfera que traz poesia e humor, dando também um clima de leveza ao tratar de temas como a finitude. 

Dirigido por Fernanda Paquelet, que também assina a iluminação, a narrativa perde os ares realistas da proposição original do autor brasiliense, Maurício Witzak, e ganha lirismo em um mundo imaginado e criado pelo personagem. A cenografia é assinada por Alexandre Moreira e a trilha sonora é de autoria do músico Maurício Lourenço.“Uma viagem sobre a força da infância, do amor e da preparação que devemos fazer ao longo da vida, para aceitar nossa efemeridade. Apesar de a tônica do texto, e do espetáculo ser a morte, em seu final a peça nos remete a uma possibilidade de boa viagem, de pura transcendência”, antecipa Paquelet. O projeto foi contemplado nos Editais da Política Nacional Aldir Blanc e tem apoio financeiro do Governo do Estado da Bahia, por meio da Secretaria de Cultura do estado via PNAB, direcionado pelo Ministério da Cultura – Governo Federal.

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