
A prisão de Itamar Macedo da Silva, realizada na região do Iguatemi, em Salvador, revelou detalhes de um esquema internacional de tráfico de drogas que utilizava a empresa Oceantec Marítima Ltda. como fachada para ocultar grandes carregamentos de cocaína em navios.
Como funcionava o esquema
De acordo com as investigações da Operação Arpão, a empresa de mergulho, da qual Itamar era sócio, servia como depósito e suporte logístico para exportação da droga. No local, foram apreendidos 816,35 quilos de cocaína.
A Justiça destacou que a Oceantec, especializada em lavagem de cascos de embarcações, aproveitava sua expertise para esconder entorpecentes em compartimentos subaquáticos dos navios. O aparato de mergulho e maquinário pesado, em vez de afastar suspeitas, teria sido essencial para viabilizar o transporte da droga em larga escala.
Vida de luxo incompatível
As investigações também apontaram que Itamar levava uma vida incompatível com a renda declarada. Ele possuía veículos de alto valor, roupas e relógios de grife, além de realizar constantes viagens internacionais de luxo, indícios que reforçam sua ligação com a organização criminosa.
Atuação internacional
Para o Ministério Público, há provas consistentes de que o suspeito integrava uma rede criminosa com atuação internacional e capacidade logística para exportar cocaína em grande escala.
A prisão de Itamar, considerada estratégica, ocorreu após monitoramento em um condomínio de alto padrão. Celulares apreendidos com o investigado devem ajudar a identificar outros integrantes do esquema e possíveis conexões fora do país.

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