
O líder religioso Joildo Gonzaga da Silva, de 60 anos, conhecido como Pai Pity, foi preso na última terça-feira (24) em Salvador, após decisão judicial definitiva que confirmou sua condenação por estupro de vulnerável. O crime ocorreu em 2015 contra um menino de 10 anos que frequentava o terreiro onde o acusado atuava como pai de santo.
Detalhes do caso
A vítima, que morou por cerca de cinco meses no Ilê Axé Opô Egunitá, localizado no bairro de São Cristóvão, denunciou os abusos cometidos por Pai Pity. Segundo a investigação, o religioso obrigava o garoto a assistir filmes pornográficos antes das agressões. Laudos periciais realizados na época confirmaram a violência sexual.
A mãe da criança, que trabalhava durante o dia e deixava o filho sob os cuidados do acusado, foi responsável por denunciar o caso às autoridades. O menino prestou depoimento e confirmou os crimes.
Condenação e prisão
Após julgamento, Joildo Gonzaga foi condenado a nove anos e quatro meses de prisão. Com o trânsito em julgado da sentença — ou seja, sem possibilidade de recurso —, equipes da Delegacia de Proteção ao Turista (Deltur), em conjunto com a Coordenação de Inteligência do Departamento de Polícia Técnica (DPT), localizaram e prenderam o religioso no próprio terreiro.
O acusado foi submetido aos exames de praxe e encaminhado para a Coordenação de Polícia Interestadual (Polinter), onde permanece custodiado à disposição da Justiça. Ele deverá cumprir a pena no sistema penitenciário baiano.

Compartilhar Notícia