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Polícia Civil prende suspeitos de integrar grupo investigado por sequestros e extorsões em Camaçari - LFTV

A Polícia Civil da Bahia deflagrou, na manhã desta terça-feira (9), uma operação para cumprir mandados judiciais contra integrantes de uma organização criminosa investigada por extorsão mediante sequestro. A ação resultou na prisão de dois suspeitos e no cumprimento de três mandados de busca e apreensão em diferentes localidades.

Entre os alvos da operação estão um policial militar da ativa, um ex-policial militar e uma mulher apontada como intermediadora do grupo criminoso. A suspeita foi localizada e presa em Arembepe, na orla de Camaçari. Já o ex-policial militar foi encontrado em Petrolina, Pernambuco, onde também foi autuado em flagrante por porte ilegal de arma de fogo, posse de moeda falsa e adulteração de sinal identificador de veículo automotor.

Durante as diligências, materiais encontrados com o ex-PM foram apreendidos e serão submetidos à perícia. Segundo a Polícia Civil, ele possui condenações anteriores por homicídio e porte ilegal de arma de fogo. O policial militar da ativa, considerado um dos principais integrantes da organização, não foi localizado e segue sendo procurado pelas autoridades.

As investigações, conduzidas pela Delegacia Especializada Antissequestro (DAS), apontam que o grupo recrutava policiais, ex-policiais e profissionais da segurança privada para participar das ações criminosas. As vítimas eram selecionadas com base em seus antecedentes criminais e mantidas sob ameaça até que efetuassem pagamentos para obter a liberdade.

Entre os casos investigados estão ocorrências registradas em Salvador e Simões Filho no mês de março deste ano. Conforme apurado pela polícia, após serem capturadas, as vítimas eram levadas para um cativeiro localizado em Barra do Pojuca, distrito de Camaçari, onde também foram cumpridas medidas judiciais durante a operação.

Além dos crimes de extorsão mediante sequestro, a organização é investigada por homicídios, ocultação de cadáver e atuação com características de milícia na região.

“O combate ao crime organizado e aos crimes de extorsão mediante sequestro é permanente. Seguiremos atuando de forma contínua para desarticular esses grupos e responsabilizar todos os envolvidos”, afirmou o diretor do Departamento Especializado de Investigações Criminais (DEIC), delegado Thomas Galdino.

As investigações continuam para localizar o suspeito foragido e identificar outros possíveis integrantes da organização criminosa.

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