
O pai de um bebê de apenas um mês e 12 dias fez um apelo público nas redes sociais solicitando a transferência urgente da criança, que está internada há três dias no Hospital Regional Vicentina Goulart, em Jacobina, no centro-norte da Bahia.
Em vídeo divulgado na internet, Rafael relatou que o filho está hospitalizado desde a última segunda-feira e que a família vive momentos de angústia diante do estado de saúde da criança. Segundo ele, médicos informaram que o quadro clínico do bebê é considerado grave e requer cuidados especializados.
De acordo com o relato, a mãe da criança está desesperada com a situação e enfrenta dificuldades dentro da unidade hospitalar. Rafael também afirmou que houve problemas relacionados ao fornecimento de oxigênio no hospital, aumentando ainda mais a preocupação da família.
“Ela me falou que o médico foi avaliar ele e disse que o estado do menino é grave. Eu quero saber por que não adianta essa regulação para ele ser transferido para uma unidade melhor”, declarou.
Emocionado, o pai contou que está viajando a trabalho e ainda não teve a oportunidade de conhecer o filho pessoalmente desde o nascimento. Para ele, a situação torna o momento ainda mais difícil.
“Ele nasceu, eu nem conheci o menino ainda. Estou viajando a trabalho e o menino, com um mês e 12 dias, já está passando por esse procedimento”, desabafou.
Rafael também questionou a demora no processo de regulação, mecanismo utilizado para transferir pacientes para hospitais com estrutura adequada ao tratamento necessário. Segundo ele, a criança segue internada há três dias aguardando uma vaga em outra unidade de saúde.
“Hoje faz três dias que o menino está internado passando por isso. Eu quero saber se vão deixar o menino morrer para poder adiantar essa regulação”, afirmou.
Atualmente, Jacobina conta com o Hospital Regional Vicentina Goulart, unidade administrada pelo Governo da Bahia desde 2023. O município também aguarda a implantação do novo Hospital Regional de Jacobina, projeto anunciado pelo governo estadual para ampliar a oferta de atendimentos na região.
Até o fechamento desta matéria, a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) não havia se pronunciado sobre as denúncias e o pedido de regulação feito pela família.

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