
A Prefeitura de Lauro de Freitas informou nesta sexta-feira (12) a exoneração de um servidor municipal após denúncias de assédio sexual registradas no âmbito do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Segundo a administração municipal, as providências administrativas foram adotadas assim que a gestão tomou conhecimento dos fatos.
As acusações partiram de três técnicas de enfermagem que atuavam na unidade. As profissionais apontam um coordenador de frota, identificado pelo apelido de “Galeguinho”, como autor de condutas consideradas abusivas em diferentes ocasiões. As identidades das denunciantes estão sendo preservadas por questões de segurança e proteção.
Uma das trabalhadoras relatou que os episódios começaram após sua transferência de setor. Conforme o depoimento, o coordenador teria se aproximado inicialmente sob a justificativa de oferecer apoio profissional, mas passou a enviar mensagens frequentes, além de realizar cobranças e ameaças relacionadas à permanência dela no emprego.
A denunciante afirma ainda que foi convidada para uma conversa dentro do veículo do suspeito, estacionado próximo à unidade. No local, segundo seu relato, o coordenador teria tentado beijá-la sem consentimento. Após recusar a investida, ela deixou o carro e, desde então, passou a receber ligações constantes com conteúdo de teor sexual. A profissional relata que a situação desencadeou crises de ansiedade, medo de perder o emprego e abalo emocional.
Outra técnica de enfermagem também denunciou ter sido vítima de assédio durante um plantão. De acordo com seu relato, o coordenador teria tentado agarrá-la dentro de uma sala da base do Samu e insistido na aproximação mesmo após a negativa. A profissional afirma que foi desligada da função semanas depois do episódio, sem uma justificativa considerada plausível. Ela relata ter desenvolvido problemas emocionais, incluindo crises de choro, ansiedade, insônia e perda de apetite.
A terceira denunciante informou que sofreu assédio por cerca de um ano. Segundo o depoimento, o suspeito teria realizado toques sem consentimento, feito propostas de cunho sexual e, em uma das ocasiões, exibido o órgão genital dentro de uma ambulância.
As profissionais também alegam que gestores do serviço foram informados sobre os episódios, mas que nenhuma providência teria sido tomada até então.
Em nota, a Prefeitura de Lauro de Freitas informou que o caso será encaminhado aos órgãos competentes para apuração dos fatos, respeitando o devido processo legal, o contraditório e a ampla defesa.

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