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Ex-banqueiro Daniel Vorcaro avalia terceira tentativa de delação premiada após duas recusas - LFTV

O ex-banqueiro Daniel Vorcaro, preso preventivamente no âmbito da Operação Compliance Zero, estuda apresentar uma terceira proposta de acordo de colaboração premiada à Procuradoria-Geral da República (PGR) e à Polícia Federal (PF). A iniciativa surge após duas tentativas anteriores terem sido rejeitadas pelas autoridades.

Embora a legislação brasileira não limite o número de pedidos de delação premiada, a principal dificuldade da defesa é reunir informações inéditas e relevantes para as investigações. Além disso, existe a preocupação de que uma nova versão dos fatos possa gerar contradições em relação aos relatos já apresentados.

Segundo informações divulgadas pela coluna de Lauro Jardim, do jornal O Globo, a PF e a PGR já deixaram claro que não aceitarão depoimentos genéricos. Para que as negociações avancem, Vorcaro precisará apresentar provas concretas, como documentos, extratos bancários ou detalhes sobre movimentações financeiras ainda desconhecidas pelos investigadores.

Duas propostas rejeitadas

A primeira tentativa de acordo foi recusada pela Polícia Federal em 20 de maio. Os investigadores consideraram o conteúdo superficial e apontaram que os relatos não detalhavam a participação de possíveis aliados políticos no esquema investigado.

Após a negativa, o advogado José Luis Oliveira Lima, conhecido como Juca, deixou a defesa de Vorcaro. Em seu lugar assumiu o criminalista Sérgio Leonardo, responsável por conduzir uma nova rodada de negociações.

A segunda proposta também não prosperou. A Polícia Federal rejeitou o novo texto em 10 de junho, decisão posteriormente acompanhada pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, cinco dias depois. Na avaliação das autoridades, as informações apresentadas acrescentavam pouco ao material já obtido por meio da perícia realizada nos aparelhos celulares do ex-banqueiro.

Prisão e investigações

Daniel Vorcaro foi preso preventivamente por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), no contexto das investigações da Operação Compliance Zero. O caso ganhou destaque após o colapso do Banco Master, que teve sua liquidação determinada pelo Banco Central.

De acordo com a Polícia Federal, Vorcaro teria emitido até R$ 50 bilhões em Certificados de Depósito Bancário (CDBs) sem lastro financeiro suficiente. Os investigadores também apuram a existência de um suposto esquema de caixa dois que teria movimentado cerca de R$ 115 milhões para despesas não declaradas.

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