
A decisão do PL Ceará de apoiar a pré-candidatura de Ciro Gomes (PSDB) ao Governo do Ceará intensificou as divergências entre a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro. O diretório estadual da legenda confirmou, na quarta-feira (22), o apoio ao ex-ministro e definiu a indicação de Alcides Fernandes como candidato ao Senado na chapa majoritária.
Com a escolha, a deputada Priscila Costa, considerada uma das principais aliadas de Michelle Bolsonaro no estado, ficou fora da disputa por uma vaga no Senado, movimento que aprofundou o desgaste entre lideranças do partido.
Nos últimos dias, Michelle já havia demonstrado insatisfação com a possibilidade de o PL apoiar Ciro Gomes. A ex-primeira-dama chegou a publicar um vídeo nas redes sociais criticando a decisão e fez referências ao senador Flávio Bolsonaro em meio às divergências internas. O episódio também foi marcado por sua saída do comando do PL Mulher, núcleo voltado à participação feminina dentro da legenda.
Após a confirmação do apoio, Ciro Gomes agradeceu publicamente ao partido. Em vídeo divulgado nas redes sociais, o pré-candidato afirmou receber o respaldo do PL com honra e defendeu a redução da polarização política, destacando a necessidade de unir forças para enfrentar os desafios do Ceará.
Na disputa pelo Senado, Alcides Fernandes deverá enfrentar o senador Cid Gomes (PSB), que buscará a reeleição na chapa apoiada pelo governador Elmano de Freitas (PT). Irmão de Ciro Gomes, Cid está politicamente rompido com o ex-ministro desde 2022 e os dois estarão em lados opostos na eleição.
Batizada de “Unir para Mudar”, a aliança que sustenta a candidatura de Ciro reúne, além do PSDB, partidos como PL, União Brasil e PP. A expectativa é que a composição seja ampliada com a confirmação do ex-prefeito de Fortaleza Roberto Cláudio (União Brasil) como candidato a vice-governador e do ex-deputado federal Capitão Wagner (União Brasil) para a segunda vaga ao Senado.

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