
Anitta relembrou a pressão que enfrentou para se posicionar politicamente durante a disputa presidencial entre Jair Bolsonaro e Fernando Haddad, em 2018. Em entrevista ao programa Sem Censura, da TV Brasil, exibida nesta terça-feira (11), a cantora explicou por que demorou a falar publicamente sobre o assunto.

Segundo a artista, naquele período ela estava passando por um ritual religioso ligado ao candomblé, conhecido como “fazer santo”, que envolve um período de reclusão e afastamento do contato externo.
“Nessa época, estava fazendo santo. Quando a gente faz isso, a gente fica ali guardadinho por um mês. Não tem informações de pessoas, ninguém fala para você o que está acontecendo, você não fica com o telefone na mão, fica ali em retiro por um mês. Não fazia ideia do que estava acontecendo”, contou.
Quando terminou o período de reclusão, Anitta afirmou que se deparou com uma forte cobrança nas redes sociais para que declarasse sua posição sobre a eleição.
Na época, a cantora ainda não falava abertamente sobre sua relação com o candomblé e, segundo ela, existia o receio de que tornar sua religião pública pudesse provocar consequências profissionais, incluindo a perda de contratos, diante da intolerância religiosa.
Anitta também explicou que outro motivo para não se posicionar imediatamente era a falta de conhecimento que considerava necessário para falar sobre política.
A artista afirmou que decidiu estudar mais sobre o assunto antes de tornar públicas suas opiniões e contou que teve auxílio da amiga Gabriela Prioli nesse processo.
“Gosto de saber o que estou falando. Jamais ia entrar em uma coisa porque todo mundo falou. Gosto de ser a dona da minha palavra”, afirmou.
Posteriormente, Anitta passou a se posicionar publicamente contra Jair Bolsonaro e fez críticas ao então presidente em diferentes momentos.
A cantora afirma, no entanto, que sua intenção ao abordar política não é determinar em quem seus seguidores devem votar. Segundo ela, o objetivo é incentivar as pessoas a buscarem informações e construírem suas próprias opiniões.
“Não quero que ninguém vote como eu, que tenha a mesma crença que eu, mas gostaria que as pessoas buscassem informação e fizessem suas escolhas a partir da própria opinião”, concluiu.

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