
A Faculdade de Odontologia da Universidade Federal da Bahia (FOUFBA) estabeleceu novas regras de vestimenta para a circulação em seus ambientes acadêmicos e assistenciais. Entre as peças proibidas estão minissaias, shorts curtos, croppeds, bonés e roupas com decotes considerados inadequados.
As normas são direcionadas a estudantes, professores, funcionários e pacientes e já estão em vigor. As restrições alcançam espaços destinados às atividades acadêmicas e de atendimento, como os ambulatórios da unidade.
O comunicado com as novas orientações começou a circular em grupos nas redes sociais e teve sua autenticidade confirmada pela direção da faculdade.
Segundo a instituição, o código de vestimenta foi aprovado pela Congregação da Faculdade de Odontologia, órgão colegiado da unidade, com o objetivo de manter uma apresentação considerada compatível com as atividades desenvolvidas no local.
A decisão, entretanto, gerou reação de parte da comunidade acadêmica. Alguns alunos questionaram principalmente o impacto das restrições sobre as vestimentas femininas.
“A Congregação decidiu estabelecer como as mulheres da FOUFBA devem se vestir”, criticou uma estudante nas redes sociais.
O diretor da faculdade, Marcel Arriaga, rebateu as críticas e destacou que os estudantes possuem representação na Congregação responsável pela aprovação das normas.
Segundo o professor, a proposta também teria partido de lideranças femininas e não teria como objetivo estabelecer regras especificamente para as mulheres.
A direção afirma que o código de vestimenta está relacionado a questões de biossegurança próprias das atividades realizadas na Faculdade de Odontologia e também à tentativa de reduzir situações de assédio dentro da unidade.
A implementação das regras, porém, abriu uma discussão entre estudantes sobre os limites de um código de vestimenta dentro do ambiente universitário e quais restrições são efetivamente necessárias para garantir segurança durante as atividades acadêmicas e assistenciais.

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