
O senador Jaques Wagner (PT-BA) reconheceu que o grupo político governista cometeu um erro ao não manter Lídice da Mata (PSB) na disputa pelo Senado nas eleições de 2018. A declaração foi feita em meio às articulações políticas para as eleições deste ano.
Segundo Wagner, Lídice deveria ter disputado a reeleição ao Senado naquele pleito.
“Por um erro de condução, o grupo não manteve ela como senadora, que deveria ter mantido”, afirmou.
Lídice da Mata foi eleita senadora pela Bahia em 2010 e permaneceu no cargo até 2019. Em 2018, deixou a disputa por uma cadeira no Senado e concorreu à Câmara dos Deputados, sendo eleita deputada federal.

Ao comentar as consequências daquela composição eleitoral, Wagner afirmou que a decisão acabou favorecendo a chegada ao Senado de um político que, posteriormente, rompeu com o grupo.
“Não sei se Deus ou as linhas da política acabaram nos esfregando na cara que o equívoco de 2018 fez com que a gente trouxesse pra cá alguém que traiu o grupo e foi pro lado de lá”, declarou.
Embora não tenha citado o nome diretamente na declaração, a fala ocorre no contexto do rompimento político com o senador Angelo Coronel (PSD-BA).
Wagner afirmou ainda que o episódio deixou uma espécie de débito político com a ex-senadora.
“Portanto, essa dívida política nós temos com a companheira e deputada federal Lídice da Mata.”
A declaração acontece em meio à campanha eleitoral e às discussões sobre a composição do grupo governista na Bahia.
Lídice chegou a ser considerada para ocupar a primeira suplência de Jaques Wagner na disputa pelo Senado. A deputada, no entanto, indicou posteriormente que permaneceria na corrida por um novo mandato na Câmara dos Deputados.
Em junho, Lídice confirmou que havia conversado com Wagner sobre a possibilidade de assumir a suplência e afirmou que analisava o convite.
A manifestação de Wagner resgata, assim, uma decisão tomada há oito anos e reconhece publicamente que, na avaliação dele, a estratégia adotada pelo grupo em 2018 foi equivocada.

Compartilhar Notícia