
O ex-prefeito de Castro Alves e candidato a deputado estadual Thiancle Araújo (PSD) foi conduzido à Delegacia Territorial de Alagoinhas após uma abordagem policial durante uma motociata de campanha realizada no domingo (30).
A ocorrência aconteceu nas proximidades de uma antiga pista de pouso, no bairro Alagoinhas Velha, e envolveu motociclistas que participavam da mobilização. As versões apresentadas pela Polícia Militar e pelo candidato divergem sobre as circunstâncias da abordagem.
Segundo a PM, uma equipe foi acionada após uma denúncia de direção perigosa e possíveis irregularidades de trânsito. Durante a fiscalização, os agentes teriam identificado motocicletas com escapamentos modificados, ausência de placas e identificações parcialmente encobertas.
A corporação afirma que um dos motociclistas se recusou a cumprir as determinações dos policiais, identificou-se verbalmente como advogado e disse que não deixaria a motocicleta. Ainda conforme o registro policial, teriam ocorrido resistência e ofensas contra a guarnição, além de um policial ter sido empurrado.
A PM informou ainda que dois homens presentes no local levantaram a suspeita de estarem armados. Posteriormente, ambos foram identificados como policiais militares. De acordo com a corporação, o uso de algemas foi necessário para garantir a segurança durante a ocorrência.
O caso foi encaminhado à delegacia e registrado por meio de um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO).
Thiancle Araújo apresenta uma versão diferente. O candidato afirma ter sido vítima de agressões físicas e abuso de autoridade durante a abordagem.
Segundo a assessoria, ele participava de uma motociata com mais de 150 motociclistas ao lado do candidato a deputado federal Marcola. A equipe sustenta que a atividade fazia parte da agenda oficial de campanha e havia sido previamente comunicada ao comando da Polícia Militar.
Thiancle, que também é advogado, afirma que tentou explicar aos policiais que se tratava de um ato político, mas teria sido retirado à força da motocicleta e agredido. Ele também alega que sua identificação não foi solicitada antes da intervenção.
Representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) acompanharam o caso após a condução do candidato à delegacia. A assessoria informou que pretende adotar medidas legais para apurar a atuação dos policiais.
O candidato é conhecido por defender pautas relacionadas ao chamado “grau de moto”, prática que envolve manobras com motocicletas e que tem sido objeto de discussões sobre regulamentação e segurança no trânsito.
Imagens divulgadas nas redes sociais registraram parte da abordagem e poderão auxiliar na apuração do episódio.
Como PM e candidato apresentam versões divergentes, caberá às autoridades responsáveis analisar os registros, depoimentos e demais elementos para esclarecer as circunstâncias da ocorrência e eventuais responsabilidades.

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