
O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) afirmou que não descarta a possibilidade de nomear o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), para um ministério caso seja eleito nas eleições de 2026.
A declaração foi dada durante entrevista à Record, neste domingo (30). Questionado sobre qual papel o pai poderia desempenhar em uma eventual administração, Flávio afirmou que nunca conversou diretamente com ele sobre assumir uma pasta.
Ao ser perguntado se Jair Bolsonaro poderia se tornar ministro, respondeu: “Aí vai depender da vontade dele.”
“Como ministro, não sei. Eu nunca conversei com ele se ele teria interesse nisso. Como conselheiro, pelo menos. Mas, obviamente, até hoje eu ouço o presidente Bolsonaro”, declarou o senador.
Durante a entrevista, Flávio Bolsonaro também voltou a defender uma anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro. Segundo o candidato, a prioridade seria trabalhar pela aprovação da medida no Congresso Nacional.
Caso a proposta não avance, Flávio afirmou que pretende recorrer ao indulto presidencial se vencer a eleição.
“A gente vai trabalhar no Congresso pra que aconteça a anistia. E caso não dê tempo de acontecer, nós vamos indultar sim essas pessoas”, disse.
Flávio também voltou a questionar o julgamento que condenou Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado. O senador classificou o processo como uma “grande farsa” e alegou que o ex-presidente teria sido julgado por seus “inimigos”.
As declarações representam a avaliação do candidato sobre o processo. Durante a entrevista, ele direcionou críticas aos ministros Alexandre de Moraes, Flávio Dino e Cristiano Zanin, integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF).
O presidenciável também antecipou critérios que pretende considerar em eventuais indicações para o Supremo caso seja eleito.
Segundo Flávio Bolsonaro, os nomes escolhidos deverão ter posições contrárias à legalização do aborto e das drogas, além de serem, nas palavras dele, “patriotas”.
O candidato afirmou ainda que pretende buscar ministros comprometidos com o que classificou como recuperação da segurança jurídica e da credibilidade do STF.

Compartilhar Notícia