
O ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou nesta segunda-feira (31) a suspensão da campanha de Renan Santos, candidato à Presidência da República pelo partido Missão.
Com a decisão, o presidenciável fica temporariamente impedido de realizar propaganda eleitoral e participar de debates até que o caso seja novamente analisado pela Justiça Eleitoral.
A medida está relacionada a possíveis irregularidades nas informações apresentadas pela candidatura sobre os perfis de redes sociais utilizados durante a campanha.
Segundo a decisão, apenas parte das contas vinculadas à candidatura teria sido inicialmente comunicada à Justiça Eleitoral. Outros perfis teriam sido informados posteriormente.
As regras eleitorais estabelecem obrigações para a identificação e comunicação dos canais digitais utilizados oficialmente pelas campanhas.
No caso de Renan Santos, a decisão considera que a informação tardia sobre determinados perfis pode ter provocado vantagem indevida na distribuição e recomendação de conteúdos pelas plataformas digitais.
A existência ou não dessa vantagem ainda deverá ser analisada no processo.
Além das restrições impostas à campanha, a análise do pedido de registro da candidatura de Renan Santos, que estava prevista para esta segunda-feira, também foi suspensa.
O julgamento deverá ser retomado após o esclarecimento das questões levantadas no processo.
A defesa de Renan Santos contesta a decisão e afirma que os perfis utilizados pela campanha foram devidamente comunicados à Justiça Eleitoral.
O candidato também rejeita a interpretação de que teria obtido qualquer benefício eleitoral irregular por meio das redes sociais.
Até que haja uma nova decisão do TSE, Renan Santos permanece impedido de fazer propaganda eleitoral e participar de debates.

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