
Familiares de Callvin Marques Conceição, de 4 anos, realizaram um protesto nesta terça-feira (15), na zona rural de Itanagra, no litoral norte da Bahia, para cobrar respostas sobre o atropelamento que provocou a morte da criança há um mês.
Durante a manifestação, parentes interditaram parcialmente um trecho da rodovia na localidade de Olhos d’Água, colocaram fogo em objetos e exibiram cartazes. Um memorial também foi construído no ponto onde Callvin morreu.
O menino foi atropelado no dia 15 de agosto, enquanto brincava em frente à residência da família, localizada às margens da BA-505. No momento do acidente, ele estava acompanhado de uma prima de 12 anos e da irmã, de 1 ano e um mês.
Segundo familiares, a bebê estava no colo da adolescente e caiu durante o acidente, sofrendo uma fratura no crânio. A criança permanece em tratamento. Uma tomografia realizada quatro dias depois identificou hematoma e fratura no osso parietal direito.
O veículo envolvido era um Chevrolet Cruze conduzido por um homem de 28 anos, conforme informações apresentadas pelo advogado da família. Parentes afirmam que o automóvel trafegava em alta velocidade, derrapou e invadiu a pista contrária antes de atingir Callvin.
Informações iniciais registradas sobre o caso apontaram também a versão de que o motorista teria tentado desviar de um cachorro. As circunstâncias exatas do acidente ainda são investigadas.
A família questiona o fato de o condutor permanecer em liberdade e cobra o avanço das investigações. A ausência de prisão, no entanto, não significa que o caso tenha sido encerrado ou que não possa haver responsabilização após a conclusão do inquérito.
Segundo a Polícia Civil da Bahia, a Delegacia Territorial de Alagoinhas instaurou inquérito para investigar a morte. Callvin morreu ainda no local do atropelamento, ocorrido por volta das 17h30.
Guias para perícia e remoção do corpo foram expedidas e, conforme a corporação, os laudos periciais ainda são aguardados para a conclusão do procedimento.
Equipes do 4º Batalhão da Polícia Militar e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) atenderam a ocorrência.
Um mês depois da morte de Callvin, a investigação continua em andamento, enquanto familiares mantêm a mobilização por esclarecimentos sobre as circunstâncias do atropelamento e eventual responsabilização do motorista.

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