
As redes sociais ultrapassaram a televisão como principal meio utilizado pelos baianos para buscar informações sobre política. A mudança aparece em levantamento do instituto Quaest, contratado pela Rede Bahia, e revela uma inversão no comportamento dos entrevistados em relação a 2022.
Em maio de 2022, 56% apontavam a televisão como principal fonte de informação política, enquanto as redes sociais eram citadas por 22%. Na pesquisa realizada entre 23 e 26 de agosto de 2026, as plataformas digitais chegaram a 38%, contra 34% da televisão.
Na comparação entre os dois períodos, as redes avançaram 16 pontos percentuais, enquanto a TV registrou queda de 22 pontos.
Entre os demais canais citados pelos entrevistados, sites, blogs e portais de notícias aparecem com 6%. Amigos, familiares ou conhecidos representam 4%, mesmo percentual de WhatsApp e Telegram.
O rádio foi apontado por 3%, os jornais impressos por 2% e, pela primeira vez, chats de inteligência artificial apareceram no levantamento, com 1%. Outros 8% afirmaram não se informar sobre política.
Apesar do crescimento das redes, os dados não significam necessariamente que o jornalismo profissional tenha perdido espaço, já que conteúdos produzidos por veículos e jornalistas também circulam pelas plataformas digitais.
A Quaest entrevistou 900 pessoas com 16 anos ou mais na Bahia, entre os dias 23 e 26 de agosto. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.
O levantamento foi contratado pela Rede Bahia e está registrado na Justiça Eleitoral sob os números BA-06206/2026 e BR-08870/2026.

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