Servidores da Sedur de Lauro de Freitas relatam suspeita de intoxicação após consumo de café

Uma denúncia envolvendo uma possível intoxicação de servidores da Secretaria Municipal de Planejamento, Desenvolvimento Urbano Sustentável e de Ordenamento do Uso do Solo (Sedur), em Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador, levanta questionamentos sobre as circunstâncias do episódio e as providências adotadas após o ocorrido.
Segundo relatos de funcionários, o caso aconteceu na última sexta-feira (16), quando parte dos servidores apresentou sintomas após consumir café nas dependências da secretaria.
Entre os problemas relatados estão aumento da pressão arterial, desmaios, fraqueza intensa, dificuldades para falar e caminhar, além de alterações no controle dos movimentos.
Os servidores suspeitam que a bebida possa ter sido contaminada por alguma substância. Entretanto, não há confirmação laboratorial de envenenamento nem identificação da causa dos sintomas.
Suspeita inicial envolveu abastecimento de água
De acordo com os relatos, a primeira suspeita foi de uma possível contaminação da água utilizada na secretaria.
A Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa) teria sido acionada para verificar as condições do abastecimento.
Segundo as informações repassadas aos funcionários, nenhuma irregularidade teria sido identificada na água, fazendo com que as suspeitas se concentrassem no café consumido pelos servidores afetados.
Essa hipótese, contudo, ainda depende de comprovação técnica.
Servidores foram encaminhados para atendimento médico
Após apresentarem os sintomas, os funcionários foram levados para atendimento na unidade de saúde Nelson Barros, onde, segundo os relatos, passaram por exames de sangue e urina.
Os servidores afirmam que, durante o atendimento, foi levantada a possibilidade de intoxicação por medicamentos controlados.
A hipótese não foi confirmada por resultados laboratoriais apresentados à reportagem.
Ainda segundo os funcionários, eles chegaram à unidade pela manhã e receberam alta durante a tarde, sem acesso aos resultados dos exames que poderiam ajudar a esclarecer o episódio.
Vigilância Sanitária recolheu amostras de café
Conforme a denúncia, equipes da Vigilância Sanitária estiveram na Sedur, ouviram os funcionários e recolheram amostras da borra do café para análise laboratorial.
Até o momento, os servidores afirmam não ter recebido informações sobre os resultados.
Outro ponto questionado pelos trabalhadores é a suposta ausência de registro de boletim de ocorrência por parte da secretaria.
A informação ainda precisa ser confirmada oficialmente, uma vez que não foi apresentada documentação que comprove a inexistência do registro.
Funcionários cobram esclarecimentos
A situação provocou preocupação entre os servidores, que aguardam respostas sobre a origem dos sintomas e os procedimentos adotados pelos órgãos responsáveis.
Também foram relatadas visitas de representantes da Secretaria Municipal de Saúde aos trabalhadores hospitalizados. No entanto, não foram fornecidos detalhes suficientes sobre o conteúdo dessas visitas.
Diante das suspeitas, o esclarecimento do episódio depende dos resultados das análises laboratoriais, das informações médicas e de eventuais investigações pelas autoridades competentes.
Até o momento, não há elementos suficientes para afirmar que o café tenha sido adulterado intencionalmente ou que os servidores tenham sido vítimas de envenenamento.
A confirmação das circunstâncias do ocorrido e a divulgação das providências adotadas pela administração municipal são fundamentais para esclarecer a denúncia.
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