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Romeu Zema será ouvido pela polícia após entrar com celular na cabine de votação

O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), deverá prestar depoimento à Polícia Civil após entrar com um aparelho celular na cabine de votação durante o primeiro turno das eleições de 2026.

A determinação foi feita pela Justiça Eleitoral, que também solicitou que os mesários responsáveis pela seção eleitoral onde o político votou, em Araxá, no Alto Paranaíba mineiro, sejam ouvidos.

Segundo informações divulgadas pela CBN, a medida tem como objetivo esclarecer as circunstâncias do episódio e verificar o que aconteceu no momento em que Zema registrou seu voto.

Uso de celular é proibido na cabine de votação

A legislação eleitoral brasileira proíbe que eleitores entrem na cabine de votação portando aparelhos celulares, câmeras fotográficas ou outros equipamentos capazes de registrar imagens.

A restrição busca preservar o sigilo do voto e impedir situações que possam comprometer a liberdade de escolha dos eleitores.

Pelas regras da Justiça Eleitoral, o aparelho deve ser deixado no local indicado pelos mesários antes de o eleitor se dirigir à urna eletrônica.

Justiça quer esclarecer circunstâncias do episódio

De acordo com as informações divulgadas, a Justiça Eleitoral considerou necessário reunir novos esclarecimentos sobre a presença do celular na cabine.

Por esse motivo, determinou que a Polícia Civil de Minas Gerais ouça tanto Romeu Zema quanto os profissionais que trabalhavam na seção eleitoral.

Os depoimentos deverão ajudar a esclarecer como o aparelho entrou na cabine e quais procedimentos foram adotados durante a votação.

A determinação não significa, por si só, que o ex-governador tenha cometido um crime. Eventuais responsabilidades dependerão da apuração dos fatos e da avaliação das autoridades competentes.

Até a publicação das informações, não havia confirmação da data em que os depoimentos seriam realizados nem de possíveis medidas adicionais determinadas pela Justiça Eleitoral.

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