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Com apoio da BYD, grupo de dança da UFBA leva cultura afro-brasileira à China pela primeira vez

A cultura afro-brasileira produzida na Bahia ganhará espaço em palcos chineses a partir desta semana. Pela primeira vez em seus 61 anos de história, o Grupo de Dança Contemporânea (GDC) da Universidade Federal da Bahia (UFBA) realizará uma turnê na China, com apresentações e atividades de intercâmbio cultural em três cidades do país asiático.

A viagem conta com patrocínio e apoio da BYD, montadora chinesa que mantém seu complexo industrial brasileiro em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador.

Foto: Reprodução
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Uma comitiva formada por 17 integrantes, entre bailarinos, músicos, profissionais técnicos e direção, embarcou na segunda-feira (26). O retorno ao Brasil está previsto para 10 de novembro.

Espetáculo premiado valoriza ancestralidade afro-brasileira

O grupo apresentará o espetáculo “Ancestralidade em Movimento”, idealizado pela professora, coreógrafa e diretora do GDC, Edileuza Santos.

Foto: Reprodução
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A montagem reúne dança contemporânea, música ao vivo e elementos das tradições negro-africanas presentes na formação cultural da Bahia.

O trabalho é resultado de anos de pesquisa acadêmica sobre o conceito de “corpo tambor”, que explora as relações entre movimento, memória, musicalidade e ancestralidade negra.

Em 2025, o espetáculo conquistou o 9º Prêmio Leda Maria Martins de Artes Cênicas Negras, na categoria Corpo Adereço.

Turnê passará por três cidades chinesas

A programação começa em Xangai, no dia 29 de outubro, com uma oficina de dança negra e uma palestra sobre a Escola de Dança da UFBA e a concepção artística do espetáculo. A apresentação está marcada para o dia 30.

Entre 3 e 5 de novembro, o grupo estará em Wuhan, onde realizará oficinas de dança e percussão, palestra e apresentação artística.

Um dos momentos previstos é a participação de estudantes chineses em uma vivência prática com os artistas baianos. A proposta é que eles aprendam movimentos inspirados na cultura afro-brasileira e participem de uma apresentação conjunta antes do espetáculo principal.

A última etapa acontecerá em Yichang, nos dias 7 e 8 de novembro, com atividades de intercâmbio étnico-cultural e visitas a pontos turísticos da região.

Intercâmbio representa oportunidade para estudantes

Para a professora Edileuza Santos, a viagem representa uma experiência que vai além da formação artística e acadêmica.

“É uma oportunidade muito especial, principalmente para os alunos, porque ir para uma cultura, vivenciar outra cultura, é uma riqueza tanto profissional quanto emocional”, destacou.

Segundo a diretora, alguns integrantes nunca haviam viajado para fora do Brasil, o que torna a experiência ainda mais significativa.

A expectativa é que o intercâmbio permita aos estudantes compartilhar expressões da cultura brasileira e conhecer de perto aspectos da tradição cultural chinesa.

BYD destaca conexão entre Bahia e China

O presidente da BYD do Brasil, Tyler Li, afirmou que o apoio à turnê representa uma forma de fortalecer os laços culturais entre os dois países.

“A BYD nasceu na China e encontrou na Bahia uma segunda casa. Apoiar o Grupo de Dança Contemporânea da UFBA nessa turnê é uma forma concreta de retribuir o acolhimento que recebemos desse povo tão rico em história, arte e ancestralidade”, declarou.

O vice-presidente sênior da BYD do Brasil, Alexandre Baldy, também destacou a importância da iniciativa para a formação dos artistas.

Segundo ele, o contato com outra cultura contribui para o desenvolvimento profissional e pessoal dos integrantes, além de ampliar a divulgação da identidade afro-brasileira no exterior.

Empresa amplia vínculos culturais com a Bahia

A turnê do Grupo de Dança Contemporânea da UFBA será a segunda viagem de um coletivo artístico baiano à China em 2026 mencionada pela empresa.

Em maio, a Orquestra Neojiba, sob regência do maestro Ricardo Castro, realizou apresentações em quatro cidades chinesas, reunindo aproximadamente 100 jovens músicos.

A iniciativa acontece em um momento de aproximação entre a BYD e a Bahia, onde a montadora mantém seu maior complexo industrial fora da China.

Instalada em Camaçari, a fábrica ocupa uma área de 4,68 milhões de metros quadrados e recebeu investimentos anunciados de R$ 5,5 bilhões.

Com capacidade inicial de produção de 150 mil veículos por ano, a unidade integra a estratégia de expansão da companhia no mercado brasileiro.

Agora, além da relação industrial, a parceria com a UFBA amplia o intercâmbio cultural entre a Bahia e a China, levando a ancestralidade afro-brasileira a novos públicos internacionais.

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