
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) foi oficialmente demitido do cargo de escrivão da Polícia Federal (PF) por abandono de cargo. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União nesta segunda-feira (21) e assinada pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva.
A portaria aponta que Eduardo faltou ao serviço, sem justificativa, por período superior a 30 dias consecutivos. A conduta foi enquadrada como infração disciplinar com base na Lei nº 15.047/2024.
A demissão é resultado de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) conduzido pela própria Polícia Federal. Em julho, a corporação concluiu o procedimento e recomendou o desligamento de Eduardo. O processo seguiu então para o Ministério da Justiça, responsável pela formalização da penalidade.
Eduardo ingressou na Polícia Federal por concurso público em 2010. Enquanto exercia mandato de deputado federal, permaneceu afastado da função de escrivão para ocupar o cargo eletivo.
Após ter o mandato parlamentar cassado em dezembro de 2025 por ausências em sessões deliberativas da Câmara, a PF determinou que ele retornasse às atividades. O ex-deputado, porém, não se reapresentou.
Eduardo Bolsonaro vive nos Estados Unidos desde 2025. Ele afirma ser alvo de perseguição política no Brasil e passou a permanecer no exterior mesmo após o encerramento de seu mandato parlamentar.
Com a publicação da portaria nesta segunda-feira, o processo administrativo é formalizado com a demissão de Eduardo Bolsonaro dos quadros da Polícia Federal.

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