
O deputado federal Luciano Bivar (MDB-PE) participou, nesta sexta-feira (25), de um ato da campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Recife. A presença chamou atenção pela trajetória do parlamentar, que esteve à frente do PSL no período em que Jair Bolsonaro ingressou na legenda para disputar a Presidência da República em 2018.
Bivar apareceu entre os participantes da agenda de Lula na capital pernambucana. A passagem do presidente pelo estado integra a estratégia da campanha de intensificar os atos de rua na reta final antes do primeiro turno, marcado para 4 de outubro.
A presença do parlamentar, porém, não representa uma aproximação política inédita. Bivar já havia declarado publicamente apoio à candidatura de Lula e atualmente integra a aliança eleitoral formada em Pernambuco.
Nas eleições deste ano, Bivar é o primeiro suplente de Humberto Costa (PT) na disputa pelo Senado em Pernambuco. A composição da chapa está registrada entre as candidaturas ao Senado no estado.
Em julho, o deputado confirmou que apoiaria Lula na eleição presidencial. Na ocasião, também destacou sua aproximação política com Humberto Costa e a participação na aliança formada no estado.
O cenário é diferente daquele vivido oito anos atrás. Em 2018, Bivar teve papel importante na chegada de Bolsonaro ao PSL. O então pré-candidato acertou sua filiação à legenda no início daquele ano e acabou eleito presidente da República pelo partido. Após a eleição, Bivar reassumiu e posteriormente foi reconduzido à presidência nacional da sigla.
A relação entre Bolsonaro e a direção do PSL se deteriorou no ano seguinte. Em meio a divergências internas, Bolsonaro deixou oficialmente a legenda em novembro de 2019.
Posteriormente, o PSL se fundiu com o DEM, dando origem ao União Brasil. Bivar deixou a legenda e chegou ao MDB, partido pelo qual disputa as eleições de 2026 como suplente na chapa de Humberto Costa.
A participação no ato de Lula nesta sexta-feira, portanto, ocorre em um contexto de realinhamento político já formalizado por Bivar ao longo da campanha de 2026, depois de sua atuação ao lado de Bolsonaro no pleito presidencial de 2018.

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