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Flávio Bolsonaro autoriza abertura de sigilos e cobra transparência nos gastos de Lula com cartão corporativo

O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) encaminhou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), na madrugada desta sexta-feira (23), autorizações para a divulgação de seus dados bancários e telefônicos.

A iniciativa ocorreu após a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apresentar documentos semelhantes à Justiça Eleitoral, na quinta-feira (22).

Além de autorizar a abertura dos próprios sigilos, Flávio cobrou a divulgação dos gastos realizados por meio dos cartões corporativos da Presidência da República, ampliando a discussão sobre transparência na reta final da campanha eleitoral.

Desafio começou durante debate presidencial

A disputa teve início no domingo (18), durante o debate presidencial promovido pela TV Band, quando Lula desafiou Flávio Bolsonaro a tornar públicas informações financeiras e telefônicas.

Após o episódio, o senador apresentou condições para a divulgação dos dados, incluindo a possibilidade de acesso a informações relacionadas a familiares e empresas.

A campanha de Lula informou ter aceitado as exigências apresentadas pelo adversário, e representantes dos dois candidatos encaminharam documentos ao TSE.

Autorizações não significam divulgação imediata

Apesar da entrega das autorizações, os dados bancários e telefônicos dos candidatos ainda não haviam sido disponibilizados publicamente até a manhã desta sexta-feira (23).

Na quinta-feira (22), o ministro André Mendonça, do TSE, esclareceu que os próprios candidatos podem divulgar voluntariamente suas informações, sem necessidade de uma determinação judicial.

O magistrado também destacou que a apresentação espontânea de documentos não substitui eventuais investigações conduzidas pelas autoridades competentes.

A divulgação de informações pertencentes a familiares, empresas ou terceiros depende das autorizações e dos requisitos legais aplicáveis a cada caso.

Flávio cobra dados dos cartões corporativos

Na petição apresentada ao tribunal, Flávio Bolsonaro também solicitou maior transparência sobre as despesas realizadas com cartões corporativos da Presidência da República.

O senador argumentou que, por envolverem recursos públicos, esses gastos devem estar sujeitos à fiscalização e ao conhecimento da sociedade.

A discussão sobre os cartões corporativos, entretanto, é diferente da abertura dos sigilos pessoais dos candidatos, pois envolve despesas institucionais e regras específicas de publicidade e proteção de informações.

Com o segundo turno marcado para domingo (25), o tema passou a integrar o confronto político entre as duas campanhas.

Até a divulgação das informações, não havia confirmação de quando os dados autorizados seriam efetivamente apresentados ao público.

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