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PF vai apurar disputa por ilha envolvendo Richarlison e advogado ligado a Flávio Bolsonaro

A Polícia Federal deverá incluir a disputa pela posse de uma ilha em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, nas investigações que apuram as relações entre o senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) e o advogado Willer Tomaz.

O caso envolve o atacante Richarlison, jogador do Tottenham, da Inglaterra, que afirma ter desembolsado R$ 10 milhões para adquirir uma propriedade situada na Ilha Comprida.

Segundo a reportagem publicada pelo Varela Net nesta sexta-feira (23), a nova linha de apuração será incorporada a um inquérito que já investiga suspeitas de lavagem de dinheiro relacionadas ao advogado, também citado em investigações sobre possíveis irregularidades envolvendo descontos em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

A existência dessas apurações não representa comprovação de participação dos envolvidos em crimes.

Richarlison acusa senador e advogado de interferência

A controvérsia ganhou repercussão após Richarlison acusar Flávio Bolsonaro e Willer Tomaz de atuarem para retirá-lo da propriedade depois que ele teria recusado uma proposta de venda ao senador.

O jogador sustenta que adquiriu o imóvel por R$ 10 milhões e que foi prejudicado na disputa pela posse.

Na quarta-feira (21), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou, por meio das redes sociais, que solicitaria uma investigação sobre o episódio.

Na publicação, Lula mencionou o valor pago pelo atacante e questionou as circunstâncias envolvendo a propriedade.

Advogado nega irregularidades e participação de Flávio

Willer Tomaz contesta a versão apresentada por Richarlison e afirma que o jogador comprou a ilha de pessoas que não teriam legitimidade para negociar o imóvel.

Segundo o advogado, a aquisição realizada por sua empresa ocorreu de maneira regular, com escritura pública, registro em cartório e documentação da Secretaria do Patrimônio da União (SPU).

Tomaz também afirma que Richarlison sofreu decisões judiciais desfavoráveis em disputas relacionadas à propriedade, inclusive no Superior Tribunal de Justiça (STJ), e que desistiu de uma ação em 2025.

O advogado nega qualquer participação de Flávio Bolsonaro na negociação e sustenta que a compra foi realizada exclusivamente por sua empresa.

Investigação deverá esclarecer disputa

A inclusão do episódio na apuração da Polícia Federal deverá permitir a análise das circunstâncias da negociação, dos documentos relacionados à propriedade e de eventuais vínculos entre os envolvidos.

Até o momento, as acusações apresentadas pelo jogador e as alegações da defesa permanecem em disputa.

Não há, nas informações divulgadas, conclusão policial ou judicial que comprove a participação de Flávio Bolsonaro em irregularidades relacionadas à ilha.

O caso reúne versões conflitantes sobre a titularidade do imóvel e deverá depender da análise documental e das investigações para esclarecer eventuais responsabilidades.

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