Renan Santos critica afastamento de Pablo Marçal da campanha de Flávio Bolsonaro: “Que erro”

O ex-candidato à Presidência da República Renan Santos (Missão) criticou a decisão de Flávio Bolsonaro (PL) de afastar Pablo Marçal das atividades de sua campanha eleitoral às vésperas do segundo turno, marcado para domingo (25).
Em uma publicação nas redes sociais, na quinta-feira (22), Renan demonstrou discordância da estratégia adotada pelo senador e resumiu sua avaliação em duas palavras: “Que erro”.
Para o político, Marçal desempenhou um papel importante na campanha de Flávio e possui uma influência significativa entre os eleitores de direita.
Renan destaca influência de Pablo Marçal
Ao comentar o afastamento, Renan Santos reconheceu a força de Marçal nas redes sociais e questionou a decisão de retirá-lo das articulações da campanha.
“Ele é dez vezes maior que eu nas redes sociais. Ministro da Prosperidade. Eu acho que não vai pegar bem para o eleitor. Não foi muito feliz”, declarou.
Na avaliação de Renan, o influenciador contribuiu para a projeção política de Flávio Bolsonaro durante a disputa presidencial.
A manifestação chamou a atenção porque o próprio Renan havia sido alvo de críticas feitas por Pablo Marçal durante a campanha.
Marçal perdeu espaço na preparação para debate
O afastamento ocorreu durante os preparativos de Flávio Bolsonaro para o debate presidencial da TV Globo, marcado para esta sexta-feira (23).
Segundo informações divulgadas pela jornalista Bela Megale, do jornal O Globo, Pablo Marçal foi substituído por Duda Lima e Fábio Portela na equipe responsável pelo treinamento do senador.
Ainda de acordo com a jornalista, dois fatores teriam influenciado a decisão: as declarações de Marçal contra Renan Santos e o protagonismo assumido pelo influenciador em atividades da campanha.
Um dos episódios mencionados foi um ato com artistas sertanejos, no qual Marçal teria adotado uma postura que desagradou integrantes da articulação eleitoral, ao transmitir a impressão de que havia sido o principal responsável pela mobilização.
Decisão repercute na reta final da eleição
A mudança acontece em um momento decisivo da disputa presidencial entre Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Embora Renan Santos tenha criticado a estratégia, sua avaliação sobre possíveis efeitos eleitorais representa uma opinião política, e não uma conclusão comprovada sobre o comportamento dos eleitores.
Até a divulgação das informações, não havia sido apresentada uma manifestação oficial de Flávio Bolsonaro detalhando os motivos do afastamento de Pablo Marçal.
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