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Após reunião com Tarcísio, Flávio Bolsonaro desiste de pedir anulação das eleições e mira chapa de Lula

O senador Flávio Bolsonaro (PL) decidiu abandonar a intenção de pedir a anulação do segundo turno das eleições presidenciais de 2026, após uma reunião com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e integrantes de sua equipe política e jurídica.

O encontro aconteceu na segunda-feira (26), em Brasília, um dia depois da derrota do candidato do PL para o presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

As informações foram divulgadas pelo jornalista Igor Gadelha, do Metrópoles.

Segundo a publicação, aliados avaliaram que uma tentativa de anular o resultado das urnas teria poucas possibilidades de avançar na Justiça Eleitoral e recomendaram uma mudança de estratégia.

Tarcísio e aliados aconselharam mudança de postura

Além de Tarcísio de Freitas, participaram da reunião o senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador-geral da campanha presidencial de Flávio; a advogada Maria Cláudia Bucchianeri; o deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP); e o advogado Vicente Santini.

Durante a conversa, o grupo teria orientado Flávio a deixar de lado o discurso de fraude eleitoral, adotado após a confirmação da vitória de Lula no domingo (25).

A avaliação dos aliados foi de que uma ação judicial para invalidar o segundo turno dificilmente teria êxito sem elementos capazes de demonstrar irregularidades que comprometessem o resultado.

Tarcísio já havia manifestado discordância em relação às alegações de fraude durante a apuração dos votos, quando acompanhava a contagem ao lado do senador.

Flávio pretende pedir cassação da chapa Lula-Alckmin

Após o encontro, Flávio Bolsonaro publicou um vídeo nas redes sociais anunciando a intenção de buscar a cassação da chapa formada por Lula e pelo vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB).

A nova estratégia prevê questionamentos relacionados a supostos abusos de poder político e econômico durante a campanha presidencial.

A mudança de posicionamento ocorreu apenas um dia depois de Flávio defender publicamente a anulação do resultado eleitoral.

Apesar do anúncio, a apresentação de uma eventual ação não significa que as acusações estejam comprovadas ou que a chapa vencedora será cassada.

Justiça Eleitoral terá palavra final

Caso a iniciativa seja formalizada, caberá à Justiça Eleitoral analisar os argumentos, as provas apresentadas e a existência de eventuais irregularidades.

A legislação eleitoral prevê mecanismos para investigar abusos de poder durante campanhas, mas uma possível cassação depende de decisão judicial fundamentada.

Até que haja uma decisão em sentido contrário, permanece válido o resultado do segundo turno, que confirmou a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva para seu quarto mandato presidencial.

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