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Deputada mais votada de SP declara que feminicídio “não existe” e promete combater pautas feministas - LFTV

Eleita deputada estadual por São Paulo com 1.956.238 votos, Eduarda Campopiano (PL) chegará à Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) com um discurso marcado pela oposição ao feminismo. Aos 23 anos, a parlamentar já declarou que o feminicídio “não existe” e se posicionou contra propostas de criminalização da misoginia.

Campopiano foi a candidata a deputada estadual mais votada de São Paulo nas eleições deste domingo (4). A votação também entrou para a história da Alesp: foi a segunda maior já registrada para o cargo no estado, atrás apenas de Janaína Paschoal, que ultrapassou a marca de 2 milhões de votos em 2018.

A ascensão eleitoral da jovem ocorreu em um intervalo de apenas dois anos. Em 2024, ela havia sido eleita vereadora de Praia Grande, no litoral paulista, com 3.583 votos. Agora, conquistou quase 2 milhões de votos para ocupar uma cadeira no Legislativo estadual.

“Eu não acho que feminicídio seja algo que exista”

Uma das declarações de Campopiano que mais repercutiram ocorreu durante um debate com a deputada federal Fernanda Melchionna (PSOL).

Ao discutir uma proposta relacionada à criminalização da misoginia, Campopiano questionou a própria existência do feminicídio.

“Eu não acho que feminicídio seja algo que exista”, declarou.

A afirmação contrasta com a legislação brasileira. O feminicídio é previsto no ordenamento jurídico do país e se refere ao assassinato de uma mulher por razões relacionadas à sua condição de sexo feminino, nos termos estabelecidos pela legislação.

Campopiano também se apresenta publicamente como antifeminista e já se definiu como “a maior inimiga das feministas de São Paulo”.

Combate ao feminismo será uma das bandeiras

Com a chegada à Alesp, a deputada eleita pretende transformar parte desse discurso em atuação parlamentar.

Além de se posicionar contra a criminalização da misoginia, Campopiano é contrária à ampliação do acesso ao aborto e promete combater propostas que considera relacionadas à agenda feminista.

A expressiva votação coloca a jovem parlamentar entre os nomes de maior capital eleitoral da nova composição da Assembleia Legislativa paulista.

O resultado também representa um salto na trajetória política de Campopiano: de pouco mais de 3,5 mil votos para vereadora em 2024, ela passou para quase 2 milhões de votos em uma eleição estadual apenas dois anos depois.

A partir da próxima legislatura, Campopiano ocupará uma cadeira na maior Assembleia Legislativa do país, levando para o Parlamento paulista um discurso abertamente antifeminista que já provoca repercussão nacional.

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