
O empresário Pablo Marçal afirmou que aceitaria integrar um eventual governo de Flávio Bolsonaro (PL) e disse estar disposto até mesmo a assumir uma cadeira no Supremo Tribunal Federal (STF), caso fosse indicado pelo candidato à Presidência.
A declaração foi feita no domingo (4) e ganhou repercussão após ser divulgada nas redes sociais.
Questionado sobre qual cargo poderia ocupar caso Flávio seja eleito presidente, Marçal afirmou que estaria disponível para diferentes funções e mencionou diretamente o Supremo.
“Se o Flávio quiser me pôr de ministro do STF, eu também tenho meu diploma de Direito. Eu vou tocar o terror lá no STF”, declarou.
Marçal ampliou a declaração e afirmou que aceitaria outras funções oferecidas pelo candidato do PL.
“O que o Flávio falar. Eu tô na guerra. Se ele quiser me colocar pra ser o ministro da superinteligência, se ele quiser me colocar pra qualquer coisa, eu tô dentro”, afirmou.
A manifestação acontece após Marçal declarar apoio a Flávio Bolsonaro e passar a colaborar com a campanha do candidato em temas ligados a empreendedorismo e mobilidade social.
Apesar da declaração, não existe até o momento uma indicação oficial de Marçal para qualquer cargo em um eventual governo de Flávio Bolsonaro.
No caso específico do STF, a escolha de um novo ministro depende da existência de uma vaga na Corte. O presidente da República indica um nome, que precisa passar por sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado e ser aprovado pela maioria absoluta dos senadores antes da nomeação.
Marçal é formado em Direito, mas não exerce atualmente função no Judiciário.
Flávio Bolsonaro avançou ao segundo turno das Eleições 2026 e enfrentará o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no dia 25 de outubro.
No primeiro turno, Flávio terminou na primeira colocação, com 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula recebeu 45,16%.
Com a disputa presidencial entrando na reta final, Marçal passou a integrar o grupo de apoiadores mobilizados em torno da candidatura do senador do PL. A declaração sobre o Supremo, entretanto, partiu do próprio empresário e não representa anúncio ou compromisso de Flávio Bolsonaro com uma eventual indicação.

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